Com a temporada de tênis de 2024 chegando ao fim, é impossível não mencionar as surpresas e os destaques que marcaram o ano. Enquanto Jannik Sinner brilhava nas quadras masculinas, conquistando títulos importantes como o Australian Open e o US Open, assumindo o topo da classificação da ATP, Iga Swiatek mostrava sua força na WTA, liderando boa parte do ano.
Além de ocuparem as posições de destaque nos rankings mundiais, Sinner e Swiatek compartilharam outra questão em comum: o doping. Ambos os tenistas, em momentos distintos, tiveram resultados positivos em testes antidoping, gerando discussões e consequências em suas carreiras esportivas.
No caso de Jannik Sinner, o teste positivo para clostebol, um esteroide anabolizante, ocorreu em março de 2024, coincidindo com sua ascensão para o topo do ranking. O italiano alegou que a substância fora ingerida acidentalmente, o que foi aceito pela ITIA, resultando em apenas uma dedução de pontos no ranking e a perda da premiação em um torneio.
Posteriormente, o fisioterapeuta responsável pela situação, Giacomo Naldi, foi demitido, deixando questões em aberto sobre o caso. Em contraste, o caso de Iga Swiatek envolveu o uso de trimetazidina, alegadamente devido a uma contaminação cruzada com melatonina. A tenista polonesa também recebeu uma penalização leve da ITIA, levantando debates sobre tratamentos diferenciados no esporte.
A repercussão dos casos não passou despercebida, com figuras como Novak Djokovic questionando a integridade do sistema esportivo. As controvérsias em torno dos casos de doping de Sinner e Swiatek continuam a alimentar debates e reflexões sobre a transparência e equidade no mundo do tênis.